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Especial Blindados – Guia de Segurança

Posted on 30/01/2026 Comentários desativados em Especial Blindados – Guia de Segurança


Fonte: Revista Quatro Rodas – Edição de Dezembro de 2026

 

CÉLULAS DE SOBREVIVÊNCIA

Com o aumento da violência urbana, carro blindado deixou de ser coisa de chefes de Estado e popstars e passou a ser útil para cidadãos comuns em seus deslocamentos diários

PARA SUA PROTEÇÃO

Com mercado em expansão, materiais menos pesados e modelos mais acessíveis, Brasil se consolida como líder mundial em blindagem automotiva para uso civil – Por MARINA VAZ

Até os anos 1990, ter carro blindado no Brasil era algo para diplomatas ou empresários de classe alta que temiam por sequestros. No trânsito, a preocupação da classe média era restrita, em geral, a abordagens pouco agressivas e a furtos como os de toca -fitas (quem viveu o período certamente se lembra das frentes removíveis dos rádios, que eram levadas pelo motorista ao estacionar na rua). Com o aumento da violência, principalmente nas grandes cidades, a procura por blindagem automotiva se intensificou e se popularizou, gerando um mercado estruturado e com tecnologias cada vez mais modernas, que cresceu bastante no pós-pandemia. 

De acordo com dados da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), foram feitas 34.402 novas blindagens no país ao longo de 2024, sendo cerca de 85% delas apenas no estado de São Paulo (28.962 veículos). Na segunda posição ficou o Rio de Janeiro, com 2.669 unidades, seguido por Ceará (992), Pernambuco (843) e Rio Grande do Sul (395). Entre as marcas mais blindadas no ano passado estão Toyota, Jeep, BMW, Volkswagen e, consolidando a inclusão dos veículos eletrificados nesse segmento, a chinesa BYD. 

Países com realidades sociais tão ou mais complexas que o Brasil, como México e Colômbia, não possuem um mercado tão robusto e especializado. “Somos referência mundial em blindagem para civis. O segundo colocado é o México, que fechou o ano passado com 8.000 a 9.000 carros”, compara Marcelo Silva, presidente da Abrablin. “Aqui são mais de 120.000 profissionais diretos e indiretos trabalhando no setor, que gera mais de R$ 2 bilhões ao ano”, diz ele, lembrando que a associação criou, recentemente, um curso de especialização, em parceria com o Senai, para formar profissionais blindadores. 

Desde 2021, o setor bate recordes ano após ano. E, segundo a própria Abrablin, a expectativa é fechar 2025 com mais crescimento – apenas no primeiro semestre, foram blindados 22.425 veículos. Atualmente, a estimativa é de que a frota total no Brasil esteja em torno de 425.000 automóveis do tipo.

Especial Blindados

Com a evolução dos materiais, a blindagem mais comum, nível III-A, ajudou a reduzir o peso total dos blindados, nos últimos tempos

“Com o alto índice de violência nas grandes capitais, as pessoas passaram a ter desejo por carros blindados”, observa Daniel Faingezicht, professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e especialista em mercado de luxo automotivo. “O aumento do volume de produção e também as tecnologias mais modernas tornaram (esse mercado) mais acessível”, diz ele. “Algumas pessoas mantiveram o padrão dos carros de luxo que têm, de marcas como Porsche, Mercedes, Audi, BMW e Volvo, e os tornaram blindados. Porém, uma outra parte da população optou por carros mais populares, que ficam mais discretos no trânsito, como os da Honda, Toyota, Volkswagen e Nissan. Está muito mais democrático o acesso a carros blindados.”

Os materiais, todos de uso controlado pelo Exército brasileiro, também evoluíram muito na blindagem de nível III-A, a mais adotada para uso civil no Brasil, suficiente para barrar projéteis de armas como pistolas e revólveres, além de submetralhadoras 9 mm.

Especial Blindados

Na carroceria, boa parte das pesadas placas de aço foi substituída por tecidos de fibras leves, como a manta de aramida, já utilizada em coletes à prova de bala. E tecnologias como o Polietileno de Ultra Alto Peso Molecular (UHMWPE) estão sendo usadas em substituição ao pouco aço balístico que ainda costuma revestir as colunas estruturais do veículo.

“É um mercado que é regulamentado, profissionalizado, com boa matéria-prima e boa mão de obra”, observa Patrícia Grilli, organizadora da Expoblindagem, evento cuja primeira edição reuniu 30 expositores e cerca de 800 visitantes, em outubro de 2025, na cidade de São Paulo.

 

PREPARE-SE PARA BLINDAR

Tudo o que você precisa saber antes – entre diferentes níveis e preços, materiais utilizados, atuação das blindadoras e trâmites burocráticos – Por MARINA VAZ

Antes de adquirir um carro blindado, a primeira coisa a se pensar é quais são suas prioridades e expectativas. Se faz questão de materiais com a tecnologia mais avançada e refinada, você pagará por isso. Se a prioridade é obter mais segurança com o menor investimento possível, você provavelmente dirigirá um carro mais pesado. Em qualquer caso, todos os produtos utilizados são de uso controlado pelo Exército, que também regulamenta o funcionamento das empresas blindadoras e é responsável por autorizar cada nova blindagem de veículo, individualmente.

Há vários níveis de blindagem, que vão do I até o III (com algumas subdivisões acompanhadas da letra “A”), de acordo com a arma e o calibre que são capazes de barrar. Mais acessível financeiramente, a de nível I ficou famosa pelo projeto Armura, lançado pela empresa DuPont, em 2008. Mas, como ela só protege contra projéteis de calibre .22 e .38, hoje é bem menos procurada, assim como as de nível II e II-A (que caíram em total desuso).

Atualmente, mais de 90% das blindagens brasileiras são feitas para o nível III-A, por sua boa relação custo/ benefício diante das outras e por garantir proteção contra todas as armas curtas, entre pistolas e revólveres, além de submetralhadoras 9mm. Já o nível III, o mais alto permitido para civis no Brasil, exige requerimento especial ao Exército (justificado por risco de atentado, por exemplo) e protege também contra armas longas, entre fuzis e metralhadoras.

Na Concept Be Safe, por exemplo, a blindagem de nível I custa por volta de R$ 60.000. Já a de nível III-A varia de R$ 80 a R$ 150.000, dependendo do veículo e do projeto. E, neste ano, a empresa viu crescer a procura pelo nível III, cujo preço fica entre R$ 280 e R$ 400.000 – ainda assim, produziu, em 2025, apenas cinco carros desse tipo.

“De forma prática, podemos separar a blindagem entre transparente e opaca. A transparente são os vidros, que é o que mais pesa no automóvel. A opaca é aquilo que a gente não vê e vai adaptado no interior do veículo. É com ela que se precisa ter mais critério e cuidado”, afirma Fabio Rovedo de Mello, diretor de assuntos institucionais da Concept.

Na III-A, a parte opaca é feita com manta de aramida, além de aço em pontos estratégicos, como colunas estruturais do veículo e nos chamados “overlaps”, sobreposições feitas para que não haja vãos entre os materiais. Hoje em dia, esse aço pode ser substituído pelo Polietileno de Ultra Alto Peso Molecular (UHMWPE), moderno plástico que torna a blindagem bem mais leve – e mais cara.

Na hora de escolher a blindadora, é importante investigar o histórico da empresa, visitar a fábrica e tirar todas as dúvidas sobre seus projetos e seus processos, que variam muito de uma para outra. “Os materiais e as empresas são certificados pelo Exército, mas ninguém fiscaliza sua aplicação”, observa Guido Muzio Candido, pesquisador do Centro de Engenharia Automotiva da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). 

Foi essa lacuna que inspirou a tese de doutorado de Candido, na qual ele criou a metodologia DfA2 – Projeto para Montagem e Blindagem, que propõe um padrão de qualidade para tais processos. Durante a pesquisa, ele visitou dez grandes blindadoras de São Paulo para conhecer suas melhores práticas. Segundo o engenheiro, detalhes de execução podem interferir positiva ou negativamente na eficiência e na conservação da proteção balística. “O sistema de blindagem tem que conversar com o sistema automotivo; é preciso saber onde e como colocar cada peça.”

Atualmente, Candido se dedica a um pós-doutorado sobre blindagem de veículos elétricos, outro setor que vem crescendo no Brasil. A própria blindadora Concept inaugurou, no mês de março, em Sumaré (SP), uma fábrica dedicada a blindar exclusivamente veículos eletrificados.

“Esse tipo de trabalho precisa ser muito bem orientado, especializado e seguir as Normas Automotivas de Alta-Tensão, porque a energia que passa ali é superperigosa”, diz Adriano Rufino, diretor de mobilidade urbana na Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). “O centro gravitacional está embaixo e há um acréscimo (de peso) devido às baterias, que ficam no assoalho. Então, é importante fazer uma blindagem de tecnologia mais fina”, diz o especialista. 

Definido o projeto e escolhida a empresa, é preciso entregar a documentação à blindadora – incluindo o Tem10 de Idoneidade, que atesta que o comprador não responde a processos criminais – para que seja emitida pelo Exército a Autorização de Blindagem (AB), em um processo que costuma levar de nove a dez dias úteis, segundo Andreia Canassa Volpato, fundadora da Proacta Assessoria Documental. Concluído o serviço, será emitida a Declaração de Blindagem (DB), documento que acompanha o veículo por toda a sua vida.

Mesmo que um blindado já pronto seja adquirido zero km de uma concessionária, o comprador deve providenciar toda a documentação solicitada, incluindo o Termo de Idoneidade. Após receber o carro, acompanhado da AB e da DB, cabe ao proprietário regularizar tudo no Detran, para que o termo “blindado” conste no campo “modificação” do documento do veículo, o que pode ser feito com ou sem a ajuda de um despachante.

Especial Blindados

O custo de uma blindagem pode variar de R$ 60.000 a R$ 400.000 , dependendo do carro e do nível de proteção pretendido

 

Especial Blindados

Antes de contratar uma blindadora, é importante visitar as instalações e pesquisar a reputação da empresa no mercado

GESTÃO DE RISCO

Dirigir um carro blindado exige atenção a algumas orientações de uso e manutenção, e também a comportamentos que podem reforçar ou comprometer a tão buscada segurança – POR MARINA VAZ

Da frequência sugerida para as revisões até como limpar os robustos, porém sensíveis,  vidros. De como evitar a temida delaminação até dicas para não ficar vulnerável no embarque e desembarque. Confira, a seguir, o que especialistas recomendam para quem tem um blindado na garagem.

DINÂMICA VEICULAR 

É importante ter sempre em mente que você está carregando um peso extra que varia, em média, de 150 kg a 250 kg. Por isso, mantenha distância do carro da frente, já que a resposta de frenagem pode ser mais lenta. Tenha cuidado ao passar por lombadas, valetas e buracos, para prevenir torções da carroceria. Evite manobras bruscas em alta velocidade, que podem desestabilizar o carro, que já tem seu centro de gravidade alterado por conta dos pesados vidros. E, claro, acompanhe o desgaste de estruturas mais demandadas nos blindados, como amortecedores, pneus e freios.

MANUTENÇÃO 

Em geral, as revisões de blindagem seguem o cronograma das manutenções sugeridas pelas fabricantes e montadoras – uma vez por ano ou a cada 10.000 km. Algumas blindadoras, como a Concept Be Safe, dão a opção de enviar um especialista da empresa à própria concessionária, para que as duas sejam feitas de forma concomitante. Em geral, são realizadas manutenção das partes móveis, como motores dos vidros e limpeza das canaletas; lubrificação das dobradiças; correção de eventuais desalinhamentos das portas; inspeção para ver se há peças soltas, infiltrações ou trincas nos vidros.

CUIDADOS ESPECIAIS 

A chamada parte transparente da blindagem está entre as que inspiram mais ,:l cuidados diários e, a qualquer sinal de problema, deve ser avaliada por um profissional especializado. “O vidro é a parte mais delicada; para ter a resistência que se espera, ele não pode ser temperado e, assim, não resiste à abrasão”, afirma Mário Brandizzi, CEO da BSS Blindagens. Fabricado com camadas intercaladas de vidro e polímero, a face mais próxima dos passageiros é sempre feita de policarbonato, para barrar estilhaços. No lado interno, não se deve passar nenhum produto, apenas um pano suave. A parte externa também merece atenção. “Um parafuso de caminhão, que voa e bate, trinca seu vidro”, alerta.

Pequenos riscos e trincas podem resultar, a médio e longo prazo, em um fenômeno bastante comum, a delaminação, que é quando as camadas se descolam e surgem bolhas no vidro. Nesses casos, em geral, a peça tem de ser totalmente substituída. Para evitar danos, Guido Muzio Candido, pesquisador do Centro de Engenharia Automotiva da Poli- USP, também desaconselha o uso de ventosas de apoio para celulares. Mas tags de acesso e insulfilme estão, segundo ele, liberados.

O choque térmico é outro ponto importante que pode trincar os vidros. Evite deixar o veículo exposto ao sol e, depois, lavá-lo com água fria. E cuidado na hora de acionar o ar-condicionado dentro de um carro que ficou horas exposto ao calor – ligue no nível mais fraco e vá aumentando aos poucos o resfriamento até a temperatura desejada.

Especial Blindados

COMPORTAMENTO SEGURO 

“Quando você tem um blindado, o momento em que está mais vulnerável é na entrada e na saída do veículo, já que dentro dele você está protegido”, lembra Rafael Heck, perito criminal do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa de São Paulo (DHPP-SP). Por isso, além de sempre olhar ao redor para ver se há alguma atitude ou pessoa suspeita, ele recomenda que qualquer embarque não demore mais do que cinco segundos. Com bebês e crianças, uma dica simples faz diferença: coloque a criança na cadeirinha, entre no carro, tranque as portas e, só então, ajuste o cinto de segurança nela.

Na hora de estacionar, o policial recomenda sempre entrar com o carro de ré em vagas de edifícios, shoppings, mercados e até mesmo garagens de casas de rua, para conseguir mapear o ambiente ao redor antes de sair do veículo. Em trânsito lento, optar pelas faixas centrais costuma ser a melhor escolha, mas, se houver acostamento, Heck recomenda se manter perto dele, para facilitar a evasão com o blindado em meio a situações de risco. Nos semáforos, ele também indica sempre parar a1metro ou 1,5 metro da faixa e manter boa distância do veículo à frente. “Se eu consigo ver o pneu traseiro dele, significa que posso jogar tudo para a esquerda ou para a direita e ‘arrancar’ sem bater no carro da frente”, observa.

Entretanto, se não houver chances de evadir com o veículo, Heck lembra que o microfone instalado no carro blindado também pode ser usado para gritar por socorro e alertar que está sendo abordado por um criminoso. A maioria dessas dicas vale para todos os motoristas, mesmo que não dirijam blindados.

COMPRA E VENDA DE USADOS

Boa aceitação dos seminovos blindados reflete aumento da procura, e ajuda a valorizar os carros na hora da revenda

Especial Blindados

O aumento do número de blindados no Brasil, nos últimos cinco anos, fez também movimentar a oferta de seminovos com essa proteção. Não apenas como uma decorrência natural de eles serem trocados por seus proprietários após alguns anos de uso, mas também pelo interesse de compradores que, até então, viam esse tipo de veículo como inacessível. “Temos um mercado de seminovos bastante aquecido. Quem pensa em blindar um carro hoje vai ter liquidez, vai ter facilidade na venda. Com o valor de um popular zero km hoje, dá para comprar um seminovo blindado. E, quando (o consumidor) começa a ter acesso ao blindado pelo seminovo, ele não quer sair mais”,  afirma Marcelo Silva, presidente Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin). 

Não há dados oficiais sobre blindados usados à venda atualmente no país. Mas é possível ter uma ideia por meio de plataformas como a Webmotors. No início de novembro o site listava 14.875 veículos do tipo, sendo 10.830 apenas na cidade de São Paulo. Entretanto, para garantir um bom negócio na hora da revenda, é preciso se atentar a algumas dicas dadas por especialistas ouvidos por QUATRO RODAS, que vão desde a escolha da blindadora até detalhes da documentação que deve ser mantida em ordem para garantir a valorização do veículo.

Como o Exército brasileiro controla a fabricação e a aplicação de todos os materiais utilizados na blindagem, não faltam informações para os atuais e futuros proprietários. “Nós somos o único país que tem essa rastreabilidade; o cliente tem a descrição de tudo o que foi aplicado em seu veículo, porque pode acontecer uma colisão dali a dois meses e alguém passar por uma funilaria que tira um pedaço dessa proteção do carro”, observa Andreia Canassa Volpato, fundadora da Proacta Assessoria Documental, que auxilia empresas a obter cerca de 2.500 autorizações de blindagem/ mês.

A especialista também reforça a importância de escolher bem a marca e o modelo do carro, sempre pensando em passá-lo adiante com a blindagem, já que retirar esse tipo de proteção não é vantajoso financeiramente. “Ele tem que passar por uma vistoria reversa para tirar essa informação do documento, o que gera um custo muito alto”, afirma Andreia Volpato.

Modelos muito exclusivos ou esportivos tendem a ter aceitação reduzida, na opinião de Erick Winston, advogado que atua há mais de 20 anos com revenda de automóveis e hoje é sócio-proprietário da First Line, especializada em Land Rover. “Um carro premium com dez anos de uso já não tem um mercado tão aquecido. Quando ele é blinda – do, tem ainda menos compradores. Agora, se o carro é de uma marca que tem menos eletrônica, menos coisas para dar problema com o passar do tempo, como uma Toyota, ele acaba desvalorizando menos. E o mesmo vale para os veículos que são blindados”, avalia.

Para Winston, houve uma mudança recente no mercado de seminovos. “Durante muito tempo, a gente percebia que um veículo blindado custava mais do que o mesmo veículo sem blindagem até os cinco primeiros anos. No quinto ano, eles praticamente igualavam (o preço). Mas, agora, principalmente para veículos comuns, do dia a dia, mesmo depois de cinco anos, eles tendem a estar com um valor de venda maior do que os sem blindagem”, observa o especialista, destacando que esse valor a mais fica em torno de 1O%, podendo chegar a 20 %, a depender do veículo.

DE OLHO NA REVENDA

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BLINDADORA 

Um serviço malfeito ou realizado por uma empresa não consolidada e respeitada no mercado pode desvalorizar bastante o veículo na hora da revenda. Os materiais utilizados podem até ser os mesmos, mas a aplicação deles ainda é um processo artesanal, o que pode gerar diferenças na manutenção do serviço.

DOCUMENTAÇÃO 

Ao comprar um seminovo, é obrigatório receber a Declaração de Blindagem, emitida pelo Exército. Mas é bom também exigir a Autorização de Blindagem, documento prévio que detalha os tipos e as marcas dos revestimentos usados no veículo, assim como pedir os comprovantes das revisões de blindagem.

DETRAN 

Certifique-se de que o usado de seu interesse também está devidamente regularizado junto ao Detran local, com o campo “modificação” preenchido como “blindado”. Uma prova disso pode ser o próprio Certificado de Registro e Licenciamento CRLV) digital do carro, fácil de consultar.

TEST-DRIVE  

Se pensa em adquirir um seminovo, é importante dirigi-lo prestando atenção a eventuais barulhos que podem surgir com o tempo nos veículos blindados – alguns deles podem ser resolvidos com uma revisão em blindadora de confiança. Também observe se houve delaminação formação de bolhas) nos vidros.

SINISTROS 

Se o veículo passou por batidas ou colisões, atenção redobrada: reparos descuidados podem significar perda de efetividade no revestimento balístico. Antes de comprar, faça uma vistoria com empresa ou profissional experiente para garantir que a proteção original permanece intacta em todo o carro.

INTERMEDIÁRIO 

Se for adquirir um blindado diretamente do proprietário, a transferência segue os trâmites normais de qualquer compra de usado. Ao optar por concessionárias ou revendedoras, o estabelecimento é responsável por garantir que a blindagem esteja intacta e pode ser responsabilizado em caso de ocorrências).

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